terça-feira, 26 de maio de 2009

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Postando para Yara Fonseca

Economia é um assunto que ao longo do semestre veio dispertando o meu facínio, muito pela forma como que as nossas aulas eram conduzidas, mas ao entrar nos dois blogs, esse facínio altera bons e maus momentos.
O blog português é estranho, com aqueles seus gráficos complicados, sem legenda, sem comentário, sem nada. Parece aquela prova de geografia de um professor bem sacana, não entendi o porquê de tudo isso. Acredito fielmente que os portugueses ja estão acostumados e por isso, tal atitude não é ruim para eles.
Já Miriam Leitão me lembra as aulas de economia, em alguns pontos posso ficar perdida, mas no fim consigo entender tudo porque sei que ali quem está falando é alguem que domina e muito o assunto. Miriam não fica presa a apenas recados, ela comente e muito. O seu blog é super opinativo, com alfinetadas nos momentos certos e nas pessoas certas.
Acho que a economista brasileira entendeu melhor o significado de um blog, que pra mim é um espaço para você divulgar sua opinião e para que todos, digo todos possam ir lá, ler e comentar, seja positivamente ou negativamente.
No fim, gostei dos dois blogs, mas acredito que o brasileiro se deu melhor nesta disputa.

YARA FONSECA

Economia que move o mundo

Os dois blogs selecionados são uma ótima fonte para entender e ficar por dentro sobre o tema economia, uma vez que suas implicações, mesmo que impercebíveis, afetam a vida e o bolso de todos nós.
O primeiro blog, o Pura Economia, é um site que funciona como uma espécie de biblioteca econômica. Nele, tudo o que sai na mídia sobre economia é divulgado, como matérias, livros, links em geral. E as atualizações são quase que diariamente, o que aumenta a fidelidade do autor e leitor do mesmo blog. O fato dos posts não serem extensos, facilita a leitura e não a torna cansativa.
O da jornalista Míriam Leitão também mantém o formato de blog e explora em seus textos bastante informações e links de som e video. Como jornalista, a maioria dos posts são comentários de links que saíram na mídia, numa linguagem mais imparcial e no formato bem jornalístico.
Texto e foto por Luiza Ferraz

Blogs de economia

Apesar do tema abordado ser um assunto específico. O blog da colunista Miriam Leitão é bem complexo, no sentido de ter várias opções de interatividade como vídeos que falam sobre o assunto, e áudio informativo para a CBN, além dos gráficos que trazem uma leitura mais completa e analítica. O texto é jornalístico, claro e objetivo o que facilita a interpretação dos leitores . A colunista consegue descrever a economia em termos globais e nacionais, como títulos sobre “Bolsas asiáticas sem rumo, PIB do Japão em queda”internacional e “Governo reduz previsão de crescimento para 2009”nacional. Existem também o Twiter e vários outros posts que enriquece as opiniões do blog, e links sobre instituições econômicas em geral. O blog pura economia tem uma interface de informalidade, fala sobre o consumo, artigos de jornal (inclusive, existe na segunda página do blog um artigo sobre Cibereconomia), e livros que pontuam a questão da economia. Utilizam também ilustrações, vídeos, gráficos e charges que complementam ainda mais o blog.
Arthur Flach

é muita economia neste meu Brasil

Eu digo: Economia é chato.
Chato a ponto de fazer um simples comentário, sem voltas, sobre os dois blogs selecionados. Não cabe à minha pessoa escrever sobre este vasto assunto, nas mais profundas filosofias deste mundo, sobre "o que é economia".
Quanto aos blogs, posso dizer.

Começando pelo "Pura Economia". O nome é auto explicativo: economia do início ao fim. O autor, intitulado de

domingo, 24 de maio de 2009

Economia pra quantos?

Quando a tarefa é analisar sites ou blogs que tratam sobre um mesmo assunto, sempre fico na expectativa de me deparar com abordagens diversificadas, linguagens diferentes ou mesmo aplicações alternativas, que se adéquem e dialoguem com diferentes públicos e interesses.

Contudo, o que se vê frequentemente são repetições. Repete-se o noticiário da manhã; a crítica polêmica, seja ela bem fundamentada ou não; a fala do especialista (que é sempre o mesmo); a própria opinião, muitas vezes contaminada por boas doses de simpatia ou antipatia descabidas.

No caso do assunto “economia”, sei que existe a tentativa, por parte de alguns profissionais da área e principalmente jornalistas, de aproximar o assunto à população. Não é fácil, mas acredito que seja mais do que necessário.

Observando os blogs em questão (o da colunista Miriam Leitão e o “Economia Pura”), creio que muito ainda há de ser feito nesse sentido. Por mais que o “economês” venha sendo simplificado, as notícias sobre economia ainda são produzidas quase que exclusivamente para empresários e investidores entendidos do assunto.

“Economia Pura”, por exemplo, parece ser alimentado em muitos casos por matérias de veículos especializados. Apesar de algumas delas serem comentadas, ainda não trazem esse olhar diferenciado. Quanto a esses comentários, o fato de não saber exatamente quem era o "blogueiro" me incomodou e fez com que eu, inconscientemente ou não, lesse com certa desconfiança.

No blog da Miriam, o incômodo era outro. Seu tom “juíza” em alguns artigos incomoda. O uso, em alguns casos, de adjetivos e colocações carregadas por simpatias e antipatias, que parecem pessoais, não contribui para sua credibilidade, nem parece acrescentar pontos relevantes ao tema. Talvez ela tenha essa licença, já que estamos falando de artigos publicados em um blog, mas pela projeção que tem, creio que deveria ser mais cautelosa. Tentei ler os comentários (que chegam a ser muitos em alguns artigos), mas não estavam disponíveis.

“Miriam” e “Economia Pura” se encaixam na situação que mencionei no começo: falam da economia como ela sempre foi e continua sendo falada: para a elite, seja ela financeira ou intelectual.

Quando começaremos a escrever pensando nos diferentes públicos e em suas necessidades e interesses?

Contextualizando para (tentar) entender

Quem tem mais leitores: Miriam Leitão ou João Aldeia? Qual escrita é mais acessível ao cidadão comum: a da brasileira ou a do português?

Existe resposta para essas perguntas? Objetiva e imediata, acredito que só para a primeira.

Antes de lermos qualquer texto, ainda mais quando este é publicado num espaço que permite ao autor, entornar seu ponto de vista (ou melhor, da subjetividade, para usar uma palavra já mencionada aqui neste blog), acredito ser importante conhecer o currículo (história?) de quem o escreve.

É aí que tudo se mistura. Miriam Leitão é jornalista. João Aldeia, licenciado em Economia. O poderia fazer esperar do segundo, um texto profundamente analítico, cheio de números, equações, combinações, balanços e teorias. E da jornalista, uma escrita que se aproximasse ao máximo do leitor comum, aquele que se sente pouco íntimo deste assunto tão complexo que é a Economia. Ou seja, um texto simples e de leitura rápida. Consequentemente, atrativo.

Mas o que se pode perceber (e o que também já foi falado por alguns aqui neste blog), em algum momento, é o contrário. A página virtual de Miriam Leitão apresenta um texto que requer um mínimo conhecimento prévio dos acontecimentos mundiais de ordem econômica e até mesmo política. Enquanto João Aldeia parece tratar em seu blog, Pura Economia, dos mesmos acontecimentos, de uma maneira coloquial, próxima do nosso cotidiano (ainda que utilize alguns recursos de não tão fácil entendimento, como gráficos e tabelas). Aquele internauta que anda por fora dos assuntos em pauta no universo econômico e político, não terá tanta dificuldade em compreender o que o autor escreve. E poderá, assim, atualizar e se informar ao acessar seu endereço virtual.

Será que vale pensar que, pelo fato de João Aldeia ter uma formação específica, ele tem também um cuidado maior no modo de levar todo seu conhecimento às pessoas? Talvez. Impossível não lembrar da ressalva (apontada também nos dois posts abaixo) feita pela professora do curso de Jornalismo, não uma jornalista econômica, e sim uma economista. “Economia é uma ciência social!”. Pode ser que isso faça com que todos estes profissionais tenham tal preocupação. E ao escrever e falarem desta ciência, tentem facilitar ao máximo a sua compreensão.

Outra questão que acredito ser válida apontar, refere-se ao tipo de linguagem adequado a cada veículo de comunicação. Miriam Leitão também atua em rádio, televisão e jornal. Costumo ouvir seus comentários na CBN. Ao conversar com o âncora do jornal da rádio, Heródoto Barbeiro, a jornalista também parece estar conversando com o ouvinte. O comentário tem um tom coloquial, e é, por isso, acessível ao cidadão comum. Eu sei que a CBN tem um público definido, e que não é todo mundo que escuta a rádio. Mas como este é, talvez, o veículo mais presente nos lares brasileiros, é importante que, assuntos não só como a Política e Economia, mas também, Saúde, Educação, até Cultura, sejam tratados, no rádio, de forma simples e clara. Pois quase toda família deve ter, pelo menos, um aparelho de pilha em cima da geladeira. E através dele, entreter-se e saber o que acontece no mundo.